quinta-feira, 25 de junho de 2009

Como dizia Quintana...

FELICIDADE REALISTA
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacotelouvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, sermagérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor.. não basta termos alguém com quem podemosconversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensarpequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentesinesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremossexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Vocêpode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com umparceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quandose trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para sesentir seguro, mas não aprisionado.E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda,buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé eum pouco de criatividade.Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato,amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza,instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo ondesó quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuasdesta tal competitividade.Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com asregras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que afelicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la irembora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...
Efeito Borboleta: "Torço para que a humanidade caminhe para uma busca realista e não idealista. Que sejamos mais humanos"!!!

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